E Se
Jesus voltasse hoje, será que você subiria?
Esse
ano a reforma protestante completa 500 anos, desde a época de Cristo quando
esteve na terra e “solenemente nos atraiu para desfrutar do seu amor, mesmo
sendo nós mesmo pecadores”; a igreja tem sido perseguida por autoridades,
governantes, muitos deles ímpios cuja a etimologia da palavra, nos remete
apenas “a aqueles que não tem piedade”, sendo o justo ou cristão (pequeno
Cristo com seu caráter moldado por ele mesmo) aquele que ama.
São
organizações que fazem pouco caso de Cristãos até hoje no mundo! Essa história
é calçada mesmo por perseguições, derramamento de sangue de inocentes pelo
mundo (Vide Império Romano e mortes violentas de Cristãos no Coliseu de Roma, tudo
isso antes da conversão ao cristianismo de um imperador romano). Depois a
estratégia maligna para tentar deter a igreja de Cristo, o filho de Deus, seria
“misturar o santo com o profano”, trazendo práticas, deuses e datas festivas
e/ou comemorativas religiosas de outros povos e nações pagãs para formar uma “religião
universal”. Talvez um dos maiores desejos da humanidade depois de ter poder,
fama e riqueza e imortalidade; “ter o controle total da humanidade”, sabemos,
contudo, que essas são mentiras oferecidas por satanás para enganar os humanos
e levar suas almas ao inferno por nunca aceitar o fato que Deus nos fez e nos
ama de um modo especial. Dessa forma prosseguindo com a história da humanidade,
desde sua criação no jardim do Éden, o inimigo tenta frustrar os planos
divinos, como se não conhecesse a bíblia muito bem, sobretudo o capítulo 42
escrito do livro de Jó até o verso 3:
“Então, respondeu Jó ao
SENHOR: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem
é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade,
falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu
não conhecia. ”
Nesse
intuito de desfazer ou nem deixar cumprir as promessas do criador, o inimigo de
nossas almas, vem traçando estratégias ou estratagemas malignos (significado de
estratagema, seria como uma “contra estratégia”), para barrar a verdadeira
igreja triunfante do salvador durante a história novamente esquecendo das
palavras de Jesus quando esteve na terra, quando disse que “as portas do
inferno não prevaleceriam contra ela”. Diante desse quadro, e retornando no
tempo, vemos a necessidade premente da época de Martinho Lutero, de promover
uma reforma, porquê suas inquietações já eram grandes demais da forma como a
igreja era conduzida, sempre pedindo cada vez mais e mais, para a construção de
grandes obras, subjugando o povo quando o Cristo, começando a cumprir sua
missão na terra, já nos primeiros anos de prática já, logo após ser batizado
por seu primo João Batista, já dizia:
Tomai sobre vós o meu jugo, e
aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para
as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave, e o
meu fardo e leve.
Mateus 11:29,30
Logo,
segundo esse verso, não havia, não há, nem nunca haverá a necessidade de subjugar
seja financeiramente, seja de qualquer forma a sociedade, através de teologias
erradas, tais como da “prosperidade” como exemplo ou esconder a verdade,
colocando de fato “a lâmpada debaixo da cama para ninguém ver a Luz” Mateus 5;15.
Por essas razões e outras 95, que Lutero, num passo de intrepidez e ousadia,
resolveu aproveitar a oportunidade que muitos peregrinos iriam se fazer
presente, e colou na porta da igreja do Castelo de Wintterberg sua tese intitulada
como: “Disputação do Doutor Martinho
Lutero sobre o Poder e Eficácia das Indulgências” que eram espécies de “perdões”
que padres davam naquela época, esquecendo que somente Cristo pode perdoar
nossos pecados.
Se
pararmos para observar bem, vemos que primeiramente o inimigo tentou sempre
perseguir a humanidade na terra, separando-os de seu contato inicial e diário
do seu criador, fazendo a mulher e o homem incorrerem em erro comendo do fruto
da árvore da vida posta no meio da jardim e ordenada pelo próprio Deus para ninguém
chegasse perto dela, logo após isso perseguiu Adão e Eva, bem como também seus
descendentes na terra e por conseguinte toda a humanidade, sempre traçando estratégias
ardis, astuciosas e sagazes, típicas de sua personalidade completamente
reprovável. Ao longo do tempo, não conseguindo deter a humanidade nem os planos
divinos do criador de tudo na terra, se encarregou de perseguir, depois da
igreja criada, os novos cristãos; a igreja primitiva dos apóstolos, que sofreram
muito, sabendo exatamente que Jesus não havia mentido quando disse que sua
missão era nos salvar, que trocaria nossas dores por vida abundante de graça,
mas que no mundo teríamos aflições, mas que, porém; éramos para ter bom ânimo
sempre! Logo ele passou a se intrometer na igreja de Cristo, como já fora antes
dito; misturando o santo e o profano, datas, deuses pagãs com toda a cultura “judaico
cristã” trazido pelos apóstolos, muitos mortos também de forma cruel por seguir
a Cristo.
Hoje
em dia há pastores que levantam já a bandeira de que “possa haver uma nova
reforma”, apesar de não concordar com isso, precisamos apenas reconhecer as
investidas malignas para fugir delas e sermos vitoriosos em Cristo,
resistindo-as para que no fim, o diabo possa fugir de nós, como as santas Escrituras
dizem. Umas das formas maléficas dele agir hodiernamente, é impedindo
completamente de cristãos expressarem sua fé ou dons que foram entregues pelo
próprio Cristo no ato da salvação de nossas almas diante do púlpito, ato
público observando o requisito bíblico e que deve permanecer assim, pois Jesus
disse que tudo fazia as claras, de forma a fazer conhecidas as obras de seu
pai; logo com base nessa afirmação, podemos entender não haver razão para
escondermos nada, toda a nossa vida de fé, ética e conduta cristã, deve ser
pública a fim de alcançarmos o prêmio da soberana salvação no fim de todas as
coisas, e um testemunho louvável diante da sociedade enquanto na terra
estivermos. Outro modo de operar do inimigo, é “mundanizando” a igreja,
tornando práticas antes não aceitas, como “normal” hoje em dia além de fazer um
verdadeiro índice de pecados “mais e menos aceitos”, quando João, um dos apóstolos; não fez distinção entre nenhum
pecado, dizendo assim: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” João
3;23. Há um liame bem fino, por exemplo, entre cristãos que aceitam a Cristo e
por conta de sua vida anterior já trazem tatuagens, para isto ao meu ver
particular, não há problema, o problema se constitui quando o cristão já
aceitou a Jesus e quer desobedecer ao que está escrito em Levíticos 19;28:
Não façam cortes no corpo por
causa dos mortos nem tatuagens em vocês mesmos. Eu sou o Senhor. LV.19;28
Falando
em tatuagens, índices para “pecadinhos e pecadões” entre outras condutas malignas
para a igreja moderna, ainda temos outra bem pior, que é até necessária que
aconteça para se cumprir as promessas de Deus a fim de reconhecermos os tempos
do fim, que é a falta de amor, conforme descrito em Mateus 24;12:
“...e, por se multiplicar a iniquidade,
o amor de muitos esfriará. ”
Mateus 24:12
Ainda
em Gálatas 5;22 podemos ler os escritos aos moradores da região da Galácia (região
geográfica da Turquia hoje) onde se observa o seguinte:
Porque as obras da carne são manifestas, as
quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia,
Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias,
emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e
coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos
disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz,
longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Contra estas coisas não há
lei.
Gálatas 5:19-23
A
falta de amor, traz muitos males consigo, inclusive doenças psicossomáticas,
pois a bíblia diz que se nós não amamos a nosso irmão que vemos como amaremos a
Deus que ainda não vemos? Só temos a certeza até agora pela fé, de que ele
existe e é criador de todas as coisas! Quem ama se parece com cristo
manifestando em sua personalidade o próprio caráter de Cristo que já se amoldou
a aquele templo, aquele vaso de barro que agora dentro dele mora o próprio
Deus, tão grande a ponto de manter todo o universo em ordem e tão humilde a
ponto de se entregar na cruz e querer habitar dentro de nós mesmo que muitas
das vezes nós não amemos ele! Coisas condenáveis na bíblia, sempre estão
presentes hoje em muitas denominações, dissenções, calúnias, inveja entre
cantores, pregadores e pastores, a falta de auxílio pastoral que mata as
ovelhas aos poucos pois não tem acesso ao pastor, ou são por ele repudiadas, ou
até mesmo “precificadas” conforme seus bens terrenos, pastores que delegam suas funções a outrem por
suas muitas ocupações terrenas, mesmo assim, Cristo continua amando-os e
chamando-os ao arrependimento para novamente confirmar seu ministério
descontinuado na terra, por perderem o foco, o alvo que é Cristo, uma coisa é
se guiar pela “vista” terrena outra coisa, é se guiar pela “visão” de fé, essa
visão quando não tem conformidade vira “divisão” que é o oposto, o verdadeiro
antônimo de visão. Contudo, a igreja de Cristo permanece vitoriosa ao longo da
história, constituída não por placas denominacionais mas por verdadeiros
cristãos que compõem assim essas igrejas, uma grande multidão de testemunhas,
de ovelhas no meio de poucos lobos, uma grande ceifa de trigo, no meio de
alguns poucos joios, cujo o dono da plantação, e da vide (Cristo é a videira verdadeira) já ordenou que é bom deixar crescer
mesmo o joio e o trigo juntos, para que no dia do juízo final presidido pelo
seu pai, ele mesmo, possa separar o joio do trigo, crentes que passaram por
prova e assim como o ouro provado no fogo, tiveram sua fé e vida refinadas na
terra, para vencer as tribulações terrenas e alcançar a eternidade, já que é
sabido que tudo que em vida fazemos, é preocupando-nos não com o agora mas com
o futuro, e a preocupação maior é a eternidade, o corpo morre, é somente a “embalagem”
da alma que nos liga a Deus e do espírito a sede das emoções; mas essa mesma
alma vive para sempre com Deus ou separada eternamente dele. Devemos, portanto,
procurar sempre amar, procurar sempre a paz com os outros quando for possível,
suportando-nos (de dar suporte, auxílio, socorro); uns aos outros para
alcançarmos o nosso galardão, o prêmio da soberana salvação dada de graça e por
amor de Cristo, que primeiramente, antes que nós amassemos ele; ele nos amou
primeiro. Quando existir esse amor fraternal na Eklésia (igreja), todas as
manifestações carnais, ruins citadas acima se dissiparão completamente, essa
então é a chave, o segredo para combater as novas estratégias malignas lançadas
sobre as igrejas modernas.
Concluindo,
ressaltamos o que já foi dito acima, tudo é necessário que aconteça, a pior das
coisas, a falta de amor também é necessária que aconteça, para que se cumpra
também a palavra de Deus.
Por Eduardo S. Mendes em
04.02.2017
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